Sobre a autora

livro-3235Ana Helena Tavares é carioca, nascida no ano das “Diretas Já!”. Estudou no Colégio Pedro II e a isso deve parte de sua formação humanística. 

Paralelamente ao Ensino Médio, passou dois anos e meio no Núcleo de Filosofia da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) pesquisando o conceito de verdade (Existe verdade absoluta? Por que o ser humano precisa de acreditar em verdades?).

Premiada em concursos de crônicas e monografias, mantém o blog “Traços de Estilo” e tem textos em prosa e verso publicados em seis antologias diferentes. Escrever é sua maior paixão e seu principal ofício. 

É jornalista (MTB: 34692), membro efetivo da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), tendo artigos e reportagens publicados em diversos veículos de comunicação. Trabalha na redação dos jornais dos Sindicatos dos Policiais Civis e dos Vigilantes (RJ).

Durante mais de cinco anos, entrevistou pessoas que resistiram à ditadura. Seus relatos (alguns reproduzidos nas revistas Carta Capital, Veja e Brasil de Fato) estão publicados no livro “O problema é ter medo do medo – O que o medo da ditadura tem a dizer à democracia” (Ed. Revan).

A partir de 2015, mergulhou naquele que será seu segundo livro. Com o título provisório de “Pedro do Araguaia – Um bispo contra todas as cercas”, o livro contará a história de Dom Pedro Casaldáliga, bispo emérito da Prelazia de São Félix do Araguaia.

Poema de autorretrato

Suburbana que nunca gostou

De cerveja

E deve ser péssima sujeita:

Além de ruim da cabeça

É também doente do pé

Carioca que vai à praia

No inverno

Pra andar pelo calçadão

De preferência pela contramão

Poeta amadora que na arte da prosa

Ainda engatinha

E em mensagens

É chegada a uma ladainha.

Pintora que entorta

O sete

Tecladista de uma só mão

Um ser sem coordenação

A família é pequena

E bem complicada

Mas sempre a apoiou

Tem suas vãs filosofias e crê

Em Deus

Mas religião não é algo

Que lhe atraia

Uma alma sonhadora e idealista,

Um olhar observador

Que inquieta o coração

Uma mente em turbilhão.

Alguém que tem saudades

De quando ainda não existia

E sente uma estranha falta

Do que ainda está por vir

Gosta de explicar e adora esclarecer

Algum mistério

Sonhou ser professora, mas não nasceu

Pro magistério

Passou anos e anos

Nadando

Até que teve um burn out (se afogou e se queimou com água)

Nadava sem definição de raia

Até que chegou ao jornalismo

Andando (se encontrou)

E, feliz, definiu sua praia.